Sinceramente... nunca acreditei em certas coisas! Não que sejam irrealistas ou pouco prováveis, mas talvez porque acho que já passei por algumas oportunidades na vida que não as consegui avaliar correctamente, e como em tudo, deixei escapar o que de mais importante existe.
É um detalhe... um fim de tarde diferente, um local diferente, um momento diferente, uma pessoa diferente, uma aragem diferente... algo tão simples quanto é um detalhe, que se torna tão complicado de explicar e mesmo, de o perceber. O certo é que voltei a viver... consegui mais uma vez na vida ganhar a batalha que a noite nos impoe, e... viver! E mais vivia, se não fosse o peso na consciência de não ver mais além, não porque não o consiga, mas sim porque não o quero.
Há paisagens que não nos conseguimos desligar, por muito que criemos barreiras ou muros, invisiveis, que jamais alguem entenderá, acreditamos sempre que é algo que preferimos que ali esteja porque nos dá algum conforto, ou melhor, nos é mais conveniente que assim seja. Quebrar um muro ou uma barreira pode tornar as pessoas vulneráveis, susceptíveis a se tornarem uma pessoa que se calhar fogem à muito. Nesse aspecto, superei-me grandemente... nunca poderia esperar que um detalhe tornasse um momento tão descontraído e relaxante.
Aquela cor linda e aquele ventinho na cara muda muita coisa. Mas há uma coisa que não posso deixar passar ao lado... quando tudo começa com um sorriso e acaba sorrindo, é susceptivel de nos fazer sentir bem - não, esperemos que não estejamos a errar.
Tenho consciência disto, plena e absoluta. Só receio que o inconsciente tolhe tudo o que 12 horas amadureceu.
Amanha pode voltar o "nunca", e certamente, sem sorriso. Mais um erro?
Ainda se respira? :)
Um grande abraço!!
Dá noticias ;)