About Me
Quem sou eu? Tricky. Qualquer tentativa de providenciar uma resposta coerente a esta questão tornar-se-ia um teste à paciência do leitor, e eventualmente, à sua sanidade. Flávio Santos. Após dois anos de jornada impermanente algures pelos reinos do Norte da Europa, tornei aos matizes mais soalheiros da Lisboa à beira Tejo. Sou de inclinação filosófica, essa estirpe argumentativa e incómoda, e neurocientífica, esses idiotas reducionistas que diminuem o amor à dimensão de receita caseira. Ou seja, sou uma espécie de aprendiz de filósofo desempregado, que ganha o seu pão deambulando pelos corredores de um hospital algures em Lisboa. É uma existência porreira. No, seriously. Will philosophize for food. Gosto de coisas mundanas. De ler, de ler muito. De ouvir música, de tão bela que é que já foi considerada obra do demónio. Gosto de mexer com computadores, tanto na sua vertente técnica como na sua vertente lúdica: os jogos. Sobretudo RPG's e RTS's. Gosto de informática, especialmente Redes e Sistemas Operativos. Gosto de compreender o tecido que mantem seguro a sociedade global. Apesar de tudo o que foi dito acima, sou uma pessoa bastante social. Falo do arcano ou do profano, ou seja,desde idealismo berkeliano ou do método hiperbólico de Descartes às facetas mais banais (mas não menos deliciosas) da vida. Tipo culinária. E essas coisas xD
|
Interests
Contento-me com uma variedade interessante e ampla de tretas. Entre elas contam-se: - A discussão filosófica. A irreverência dos argumentos mais estranhos, das inferências mais improváveis. Ou do sentimento trágico que nos invade quando constatamos que o nosso companheiro de amena cavaqueira explorou uma singela falha no edifício dos nossos argumentos. Oh oh! Observar pessoas. Sentar-me num banco de jardim e observá-las nas suas rotinas diárias, no desenrolar dos seus papeis social e individualmente atribuídos. Ler. Gosto de ler. É uma forma de abastracção poderosa, que nos transpõe de uma realidade demasiado exigente para os enredos de qualquer outra tecida por imaginações alheias. Having fun, generally.
|
Favorite Music
Eclético. Mogwai, Sigur Rós, EITS, WEG, Brian Eno, Massive Attack, Portishead, Anomie Belle, Mono, The Cure, Depeche Mode, The Delgados, Opeth, My Dying Bride, Tori Amos, Blonde Redhead, The Prodigy (...)
|
Favorite Movies
Poucos filmes. Mas alguns dignos de nota:
- A trilogia Matrix - Existenz - Blade Runner - Final Fantasy: Spirits Within - Final Fantasy VII: Advent Children
|
Favorite TV Shows
Pouca TV, também. House, M.D.
|
Favorite Books
Demasiados.
- D. Quixote de La Mancha - The Lord of the Rings - Icewind Dale Trilogy (e mais tretas de Forgotten Realms) - Discworld - Leitura filosófica em geral (ora por prazer, ora por obrigação)
|
Favorite Quote
"What use is a philosopher who doesn't hurt anybody's feelings?" Diogenes of Sinope Salary - A market value assigned to professionals as a function of their scarcity, their usefulness to employers and their ability to feign enthusiasm for their work. Office - A clean, functional, brightly lit cell inhabited five days a week by diligent souls who forfeit their lives to make a living. Taboo - Any strict cultural prohibition that, when breached, causes everyone in the group to gasp; e.g., cannibalism, public nudity, serving fried pork rinds at a Hasidic wedding, or answering the question "How are you?" in the negative.
|
hi5 Games
Flavio hasn't played any games recently.
Journal
|
...ou tretas escritas à beira do Tejo
Todas as acções e crenças que podemos constatar num ser humano são subservientes a um princípio ou propósito orientador, que as coloca em perspectiva. Chamamos a isto, vulgarmente, O Sentido da Vida. Quando nos questionamos sobre o sentido da vida, perguntamo-nos os motivos pelos quais nos encontramos na condição de existência actual, para que serve a vida e qual é o seu significado derradeiro. De uma perspectiva antropológica, é difícil estabelecer em que momento o Homem começou a colocar estas questões, mas conhecemos as manifestações que tomaram as tentativas de responder a esta questão: a religião, a filosofia e a ciência. De um ponto de vista pragmático, todas estas tentativas são dispensáveis: poderíamos muito bem passar sem elas. O homem pode continuar a cozinhar ou a construir cidades sem que surjam questões de maior ao que concerne a natureza subjacente aos motivos pelos quais existe. No entanto, as nossas capacidades cognitivas permitem-nos reconhecer uma realidade mediata e abstracta, que existe para além do aqui e agora em que vivem os outros mamíferos.
Não entrando em detalhe no que diz respeito à génese da religião, ou o estatuto ontológico (existência) das entidades por si propostas, existe mérito em explorar o papel da religião na qualidade de estabelecedor de preceitos valorativos. Nas religiões teístas (em que existe um Deus pessoal) um agente externo (Deus), investido da sua autoridade de criador, dita o sentido através do qual a sua criação se deve reger. Os dez preceitos do Decálogo foram escritos por Deus e entregues ao profeta para que o comportamento indvidual fosse condicionado por eles.
Se traçarmos o sentido da vida até a um agente extrínseco, temos o problema resolvido. Vivemos para atingir um estado de bem-estar supremo e bem-aventurança (no caso das religiões abraâmicas) ou para realizar qualquer que seja os desígnios de tal demiurgo. Existem valores objectivos.
A outra face das coisas é a rejeição completa da objectividade dos valores. A morte nietzscheana de Deus (uma morte não "física", se é que podemos outorgar um corpo a Deus, mas da percepção de Deus na sociedade) mergulha a sociedade no caos pós-moderno, na crise de valores. O objectivo da vida já não é teleológico, mas focado no aqui e agora. No vácuo do nihilismo, o homem é forçado a conferir a si próprio novos valores, baseados na sua nova condição.
"Se Deus está morto, então tudo é permitido", afirma uma das personagens de Dostoiévski. Concordo, uma vez que não existem instâncias elevadas que exerçam acção punitiva sobre nós, somos livres de iniciar qualquer acção. No entanto, a ordem e a lei, com todas as suas excepções, coalescem em função da cooperação social, da ajuda mútua, factores que asseguram a própria existência individual. O ser humano é livre de praticar qualquer acção que bem entenda, sabendo no entanto que poderá sofrer as consequências associadas ao acto, à luz da justiça terrena.
Concluo que somos livres de traçar o propósito que oriente as nossas vidas, conforme a nossa interpretação da realidade. O que dá origem a outras considerações, sobretudo no que concerne à natureza de vários sistemas éticos e aos pressupostos que os animam.
|
|
|
hi5 Gifts
Flavio has no unwrapped gifts.
|
|