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Certamente que investigando em qualquer país do mundo será possível encontrar mais exemplos. Eles crescem e reproduzem-se como ervas daninhas (onde andam as ovelhas agora?). Cultivam a impunidade recíproca por entre sorrisos e abraços. Quantas crianças famintas no Sudão dava para alimentar com o dinheiro existente nas contas destes tipos nas ilhas Caimão? E uma maçaneta de ouro de entre as centenas em existência no Vaticano, quantas vacinas dava para financiar? Cabe portanto a esta geração procrastinatória se insurgir e quebrar este status quo. Aqui e lá fora. Chega de quid pro quo, de jobs for the boys, de lobbys e de offshores. Basta do “rouba mas faz”, do “até é boa pessoa” e da amnésia selectiva na política.
Chega da deturpação dos factos, da usurpação dos direitos, do descartar dos deveres e deste estado de consternação massiva.
Chega de miséria, fome e guerras.
Mas chega principalmente desta apatia, deste conformismo, destes brandos constumes profundamente estúpidos de quem mais deveria, poderia e conseguiria alterar o estado e rumo deste mundo. Faz alguma coisa. Sim tu. Informa-te. Pesquisa. Aprende. E depois sim, labuta, raciocina, matuta e forma a tua opinião. E por fim age! Age com pujança! Age com firmeza! Age com discernimento. Obama pediu esperança e prometeu mudança. As “Nedas” deste mundo exigem acção, independentemente de serem mortas por uma bala, pela fome ou por uma doença. A verdade é que há uma idéia que contribui para estas mortes, a ideia de que nada podemos fazer para mitigar e impedir estas desgraças. Temos que exigir muito mais de nós próprios e dos outros. Temos que exigir muito mais dos políticos. Temos que exigir muito mais da sociedade. No Twitter, no Facebook, no Hi5, no messenger, no trabalho, na escola, em casa, na rua, no café, nos blogs, simplesmente age! Por mais pequena que seja a tua acção, há sempre alguém que te pode ouvir.
“Não tenhas medo Neda”
Neda em farsi significa “Voz” ou “Chamamento”. Ela tornou-se desde Sábado uma mártir para a oposição iraniana. Chamam-lhe a “Voz do Irão”. A tua face jamais será esquecida. A tua vida jamais será em vão. Não podemos enquanto seres humanos deixar isso acontecer, deixar este episódio cair nas malhas do esquecimento e da indiferença. A tua voz, Neda, será a voz de milhões de pessoas que em uníssono deverão gritar por um princípio fundamental e basilar da nossa condição humana:
“Todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e direitos. Dotados de razão e consciência, devem agir entre si num espírito de fraternidade.” Artigo 1 da Declaração Universal dos Direitos do Homem das Nações Unidas.
Este deveria ser o valor unificante e incorruptível no âmago de todas as sociedades humanas. Não é necessário ser jurisprudente para compreender a importância deste princípio muitas vezes olvidado. À medida que os meus olhos pesam e que a minha cama me parece de momento o melhor refúgio possível, lembro-me que quando fechar as pálpebras terei o privilégio de ver com os meus olhos virtuais em toda a sua glória a eutopia (sim eutopia e não utopia) com que sonho. Neda trágicamente não terá esse previlégio. Neda não terá esse refúgio. As suas últimas palavras foram “Estou a arder.Estou a arder”, enquanto o seu amigo e professor de música Hamid Panahi lhe dizia desesperado:
“Não tenhas medo. Não tenhas medo. Querida Neda, não tenhas medo.”
Decerto que teve medo, ou se calhar não teve tempo para isso...Que a Neda que há em nós nunca se cale, nunca se verga, nunca se acanhe face ao medo. É que este nosso mundo pungente está em chamas. E como dito anteriormente, todas as prerrogativas da história foram conquistadas a ferro. E fogo. E sangue. Muito sangue.
Demasiado sangue.
Dario Marques a 23/06/2009.
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realmente plz faz la fb. kero fexar este hi5 mas depois nao tenho noticias tuas e do peepz k n tem fb.
tu nao mudaste nadaaaaaaaaaaaaaa.... tempo n passou por ti. bj may