Descobrir é a melhor parte... se quiser ficar depois que conseguir essa façanha, aproveite para me contar o que achou enquanto bebemos um vinhozinho ou um choppinho preto. Que tal? Tô por aqui!
Interests
Pessoas Músicas Viagens Cinema Dança Comidinhas Vinhos Casa ...
Favorite Music
Para as paixões: Sade e Marvin Gaye, Djavan e Vander Lee... Para dar faxina: Marisa Monte e Alanis, Legião e U2, Pearl Jam e Titãs, Kid Abelha e Nando Reis... Para todo o resto da minha vida: samba!
Favorite Movies
Não sou crítica de cinema. Gosto de muitos, até daqueles em que o bonequinho foi embora. Gosto de chorar no cinema, e fico sem graça com finais felizes, porque eu não vi nenhuma vida acabar com letrinhas subindo...
Favorite TV Shows
Shows??? TV??? Fala sério! Show é ao vivo. Show é show, entrevista é entrevista e filme é filme!
(Eu, como sempre, esclarecendo horrores a nossa vida, heim!?)
Favorite Books
A Transformação da Intimidade (Giddens) Só (Ramoneda) Memórias Póstumas (Machado) Ao Sul do Corpo (Del Priore) Mitologia dos Orixás (prandi)
(Esses são alguns que eu consegui ler até o final e lembrar o nome... coisa rara, viu? Mas há outros que gostei, mas não lembro agora. Há, ainda, outros que adorei, mas nem faço idéia disso. Depois mudo tudo.)
Favorite Quote
(É claro que vou mudar de idéia em breve, mas esta é para o meu clima nos últimos tempos.)
"Entendo que é possível olhar nos olhos de alguém e de súbito saber que a vida será impossível sem eles. Saber que a voz da pessoa pode fazer seu coração falhar, e que a companhia dessa pessoa é tudo que sua felicidade pode desejar, e que a ausência dela deixará sua alma solitária, desolada e perdida." Bernard Cornwell em O Rei do Inverno
Alguns podem dar risadas, outros nem saberão do que falo. Mas tive uma Olivetti Lettera. Verdinho claro, alça cinza. Maciiiia, macia. Nada comparado ao teclado de hoje, uma coisa mais poética, sonora. Digitar era datilografar, e soava como música, sim! Tinha até um "plim" ao final de cada linha e um ronco (reco-reco?), da guinada para linha posterior.
Ontem, na hora de dormir, senti-me uma Olivetti em fim de carreira: repetindo letras, grudando na fita, borrando, amargando, dificultando, demorando... Mas minha máquina, quando fazia dessas coisas, se contentava com um puxãozinho com o dedo. A letra desgrudava e tudo fluía. Já eu, não.
Meus pensamentos entravaram de tal forma que não há santo que mude seus rumos. E aqui não falo de religião, não. Nem sei, afinal, qual é a minha! Acredito em toda energia. Sinto que há uma lei de atração que movimenta e faz com que pessoas se encontrem e desencontrem, que cachorrinhos se apaixonem por você à primeira vista e coisas do tipo... Continuando. Existem momentos em que eu páro de ser prática. Teimo em acreditar que destruí uma página suada de texto em vão. Éeee... porque datilografar não era assim... fácil. Errou? Arranca a página e começa do zero. De início pode ter um ar nouveau, de recomeço. Mas recomeçar toda hora cansa. Recomeçar toda hora tira a serenidade da continuidade. Recomeçar toda hora dá a impressão de que você não tem história. Que você tem a brevidade de uma criança, a fugacidade de um adolescente.
Estou reconstruindo o texto da minha vida datilografando com cuidado, agora. Tento escolher melhor as palavras, para não me arrepender delas. Tento não desperdiçar tantos começos. Tento partir de um ponto que possa ser lembrado como o início de uma grande história.
As folhas que desperdicei, somarei à minha trajetória errante. Cada uma delas tem um erro especial, algo sobre mim que devo aprimorar - reeditar, em linguagem computadoresca pós-moderna.
Hoje, posso fazer recorte e colagem, control c, control z, shift daqui e dali e pronto: texto feito sem ninguém perceber o quanto você pensou, repensou, reescreveu, apagou, e sofreu para conseguir chegar ao final.
Era só isso que eu queria dizer, que valorizo e entendo minha pequena Olivetti. Que me pareço com ela e não me envergonho disso, mas que estou tentando, arduamente, me transformar para compreender o mundo injusto e lindo em que vivo. Cada desilusão, cada conquista, cada tropeço, cada erguida. Faço destas passagens para minha história, que vou escrevendo em folhas brancas datilografadas com atenção e carinho, trabalho e alegria. Contando, sempre, com a participação especial de vocês. Agradeço a força de alguns e a sacaneada de outros: tudo é aprendizado.
Beijos demais da conta! (Dessa que só pensa em ser feliz!!!) 24/01/2009